O desempenho da economia e as expectativas para 2018 serão afetados pela grave crise política pela qual atravessa o governo de Michel Temer e o crescimento será mais fraco do que o esperado.

O desemprego deverá continuar em alta, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Continua (PNAD) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), e conforme os dados do instituto, a taxa de desocupação no pais é de 14,2 milhões de desempregados, no trimestre encerrado em março.

Esses números equivalem a 1,8 milhões de pessoas a mais desocupadas. Existem ainda outros 6% que integram a força de trabalho, chamada de desemprego “oculta pelo desalento”, ou seja, abdicam de buscar uma ocupação e, na maioria das vezes, vão para a economia informal.

As reformas e expectativas para 2018

Economia brasileira em 2018 – Apesar da grave crise econômica e política do Brasil e com o governo de Michel Temer acusado formalmente de corrupção, o Congresso já aprovou a reforma trabalhista e deverá aprovar a da previdência em breve.

Segundo o governo, a aprovação dessas reformas será fundamental para acabar com a crise econômica do pais e reduzir o desemprego, que atualmente é um dos principais problemas econômicos e sociais do brasil.

Mas, especialistas divergem se realmente as reformas vão gerar emprego e acabar com a crise econômica do Brasil.

Críticos da reforma trabalhista avaliam que a mudança proposta vai retirar direitos do trabalhador, mas o governo usa o argumento de que a modernização das leis vai gerar mais empregos e melhorar as condições de contratações das empresas.

Opositores da reforma argumentam que, o que gera emprego é o crescimento econômico, através de mais investimento e aumento do consumo.

Já os defensores consideram que o mercado de trabalho com regras mais flexíveis, vai permitir às empresas demitirem menos em tempos de crise e, quando a economia brasileira der sinais de melhora, não terão receio de contratar.

Previsões econômicas para 2018

Segundo pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV), o Produto Interno Bruto (PIB) vai crescer 1,8% em 2018, abaixo da expectativa anterior de crescimento de 2,5%.

Nesse cenário o processo de recuperação da economia brasileira em 2018 será lento e não ocorrerá na velocidade desejada pelo governo.

As previsões de crescimento da indústria e do setor de serviços para 2018 eram de 2,8% e 1,8%, respectivamente. Mas, em um cenário mais pessimista, traçado por técnicos do IBRE, a expansão da indústria será de 2,4% e do setor de serviços de 1,2%.

Economia brasileira em 2018 – O dólar deverá ficar em R$ 3,50 ao fim de 2017 e R$ 3,60, em 2018. A previsão anterior era de R$ 3,25 e R$ 3,35, respectivamente.

Segundo os números do Ministério do Trabalho, a indústria foi o setor que mais perdeu vagas no pais. Desde o início de 2015, 752 mil postos de trabalho foram eliminados.

Na sequência, vem a construção civil, com perda de 531 mil postos, o comércio, com 476 mil, e o setor de serviços, com 393 mil postos perdidos.

Mas, para alguns especialistas, a crise econômica do Brasil tem grande chance de acabar em 2018.


 

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